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dc.contributor.advisorKienen, Nádiapt_BR
dc.contributor.authorPrado, Marli Borgespt_BR
dc.date.accessioned2016-11-30T15:03:51Z
dc.date.available2016-11-30T15:03:51Z
dc.date.issued2011
dc.identifier1003pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.riuni.unisul.br/handle/12345/1543
dc.description.abstractO Brasil é o segundo no ranking em realização de cirurgias bariátricas ficando atrás dos EUA, com 200 mil procedimentos em 2010. Frente a este aumento de cirurgias bariátricas entre brasileiros, estudos sobre as conseqüências desta cirurgia na vida dos sujeitos tornam-se relevantes. Dessa forma, esta pesquisa objetiva caracterizar à percepção dos sujeitos acerca do processo de voltar a ganhar peso após submeterem-se à cirurgia bariátrica. Os participantes desta pesquisa foram um homem e quatro mulheres, com idades acima de 18 anos. Como critérios foram selecionados pelo fato de se submeteram à cirurgia bariátrica, e que já estão no período pós-operatório há mais de um ano e que referiram ter ganhado peso após a cirurgia. Estes participantes foram selecionados a partir da indicação de um profissional da área da saúde. A entrevista com questões abertas foi utilizada como instrumento de coleta de dados. Os dados foram organizados a partir das entrevistas gravadas e transcritas. A análise dos dados deu-se a partir da técnica de análise de conteúdo, com a elaboração de categorias e subcategorias com base nos objetivos da pesquisa. Posteriormente os dados foram interpretados com base no referencial teórico. Como resultados constatou-se que os sujeitos da pesquisa submetaram-se à cirurgia bariátrica como se esta fosse a "salvação" para sua condição de obesidade e outras situações de suas vidas. Além disso, os mesmos não tiveram acompanhamento psicológico no período pré e pós cirúrgico; percebem a cirurgia como um controle que terão para o resto da vida e se frustraram com os resultados da cirurgia. As estratégias alimentares utilizadas foram beliscar e ingerir alimentos fáceis, como bolachas, chocolates,etc. Apresentam dificuldades de perceber a quantidade de alimento consumido e a maioria afirma não praticar exercícios físicos. Os dados demonstraram também que os sujeitos não percebem alterações nas relações sociais se comparadas durante o pré e o pós-cirúrgico, apesar de tais alterações ocorrerem, como o fato de sentirem-se mais aceitos em suas relações sociais com a perda de peso e de serem cobrados pelos seus pares pelo fato de ganharem peso após submeterem-se à cirurgia bariátrica. Atribuem à alimentação inadequada e à ansiedade a causa do ganho de peso e possuem sentimentos negativos, como tristeza, frustração, etc. pelo fato de voltarem a ganhar peso. Sobre a imagem corporal, atribuíram ao corpo adjetivos positivos como "bonito", "sarado", e adjetivos negativos, tais como, "horrível", "flácido", "nada de bonito", "imperfeito". Com estes dados, percebeu-se sofrimento emocional nos sujeitos pelo fato de terem voltado a ganhar peso após realizarem a cirurgia bariátrica. O comportamento alimentar inadequado persiste ou é agravado após a cirurgia, o que pode também estar associado à compulsão alimentar que o sujeito poderia ter antes de realizar a cirurgia, o que necessita ser tratado. Os sujeitos não tiveram preparo prévio do que diz respeito aos aspectos psicológicos e nutricionais que fazem parte da etiologia da obesidade. Apresentam dificuldades de relacionar as questões emocionais com o ganho de peso, o que pode ser um dos fatores pelos quais não buscaram tratamento psicológico como estratégia de enfrentamento ao ganho de peso. Por isso, a importância da orientação por parte dos cirurgiões bariátricos para que o acompanhamento desses sujeitos seja multiprofissional, uma vez que a obesidade é um problema multideterminado e questão de saúde pública na contemporaneidadept_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.relation.ispartofPsicologia - Pedra Branca
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectPsicologia aplicadapt_BR
dc.subjectCarreiras - Planejamento - Aspectos psicológicospt_BR
dc.subjectModelos (pessoas) - Aspectos psicológicospt_BR
dc.title'Eu achei que ia resolver para resto da vida, pelo contrário é um controle para o resto da vida'pt_BR
dc.typeMonografiapt_BR
dc.isReferencedByMonografia (Curso de Psicologia).pt_BR
dc.hasPart104138_Marli.pdfpt_BR
dc.subject.areaCiências Humanaspt_BR


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