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dc.contributor.advisorBrasil, Vanderlei
dc.contributor.authorLange, Melissa Lins de Abreu
dc.coverage.spatialPalhoçapt_BR
dc.date.accessioned2017-10-09T19:24:46Z
dc.date.available2017-10-09T19:24:46Z
dc.date.issued2015
dc.identifier.urihttp://www.riuni.unisul.br/handle/12345/3077
dc.description.abstractA violência obstétrica é uma realidade grave no país. Segundo a pesquisa feita pelo Instituto Perseu Abramo, uma a cada quatro mulheres é vítima desta violência. A discussão acerca desta violência visa reconhecer os direitos de mulheres que decidem por um parto natural e humanizado dentro do sistema hospitalar, mulheres que reivindicam o direito e o respeito à sua escolha pessoal. Desta forma, a ideia geral deste artigo é promover o debate acerca da temática exposta. Para este fim, foi traçado o seguinte objetivo geral de pesquisa: compreender a percepção de mulheres que passaram pelo processo de parto normal/cesariana sobre violência obstétrica. Para se alcançar este objetivo, foram traçados três objetivos específicos: Identificar as características da violência obstétrica na percepção de mulheres que foram vítimas desta violência; identificar os fenômenos psicológicos manifestados em mulheres que vivenciaram a Violência Obstétrica; caracterizar a percepção de mulheres que sofreram a violência obstétrica sobre os efeitos do evento em sua saúde física e na do filho. Quanto à metodologia utilizada, a pesquisa definiu-se como exploratória, delineada como estudo de casos, utilizando-se de um questionário semi-estruturado como instrumento para coleta de dados. Participaram da pesquisa cinco mulheres, que passaram pelo processo de parto normal dentro de instituições hospitalares. Para a análise dos dados foi utilizada a técnica de análise de conteúdo, a qual permitiu a construção de três eixos de análise. Por meio desta pesquisa foi possível confirmar a existência de tal violência, e a dificuldade de se fazer valer os direitos que as mulheres têm diante de seu parto, como o direito a acompanhante, previsto em lei desde o ano de 2005. Fica evidente também na presente pesquisa o uso exacerbado da medicalização e de procedimentos técnicos sem embasamento científico, além das práticas discriminatórias e desrespeitosas às quais permeiam esta rotina. A banalização do sofrimento e a relação assimétrica entre médico-paciente também colaboram para a existência desta violência. Como resultado de tal violência na vida destas mulheres, foi percebido o surgimento de marcas físicas, como as cicatrizes no corpo e marcas psicológicas, como traumas e medos que influenciaram diretamente seus projetos de vida. Por fim conclui-se que embora haja campanhas acerca da humanização do parto, há a dificuldade de implantação das novas evidências científicas na assistência obstétrica vigente. Deste modo é necessário fomentar a promoção de debates e pesquisas acerca do tema para que se possa fazer valer os direitos destas mulheres.pt_BR
dc.format.extent33 f.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.relation.ispartofPsicologia - Pedra Brancapt_BR
dc.subjectViolência obstétricapt_BR
dc.subjectPartopt_BR
dc.subjectParto humanizadopt_BR
dc.title“Outras dores além do parto": um estudo de caso com mulheres vítimas da violência obstétricapt_BR
dc.typeArtigo Científicopt_BR
dc.subject.areaCiências Humanaspt_BR


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